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A Guiné-Bissau acolhe de 5 a 12 de Julho diversas atividades culturais com destaque para a exposição “de Dentro e Fora – Colectiva de Artistas de Cabo Verde” enquadradas no âmbito das comemorações da independência de Cabo Verde.
Segundo uma nota enviada à Inforpress, a exposição, apresentada ao longo de três sessões, será inaugurada no dia 5 de Julho às 18:00 no Centro Cultural Franco Bissau-Guineense, e 7 de julho, na mesma hora, no Camões- Centro Cultural Português em Bissau, estando patente ao público até 12 de Julho.
A exposição, que integra 32 artistas e 28 obras com recurso a áudio, escultura, fotografia, pintura, literatura, tapeçaria bem como outras expressões culturais, é uma reprodução e adaptação da exposição que decorreu em Lisboa, estabelecendo assim a relação entre esses países.
“Atendendo que, este ano, se assinala o cinquentenário do assassinato de Amílcar Cabral e, em 2024, o centenário do seu nascimento, será também produzido um apontamento de homenagem à personalidade no âmbito desta celebração”, lê-se no comunicado.
Na sequência, decorrerá uma mostra de cinema com combinações de curtas e longas metragens com início às 19:00 no dia 5 de Julho na Praça Che Guevara com o filme “Poeta da Ilha”, gravado nas ilhas de São Vicente e Santo Antão, da autoria do realizador Júlio Silva.
No dia 7 de Julho, informa, o Centro Cultural Português acolhe um documentário “nunca explorada” sobre a vida de Cesária Évora “A diva dos pés descalços”, que apesar de não corresponder ao normal modelo de sucesso na época, foi capaz de superar “todas as condições que a afastariam da ribalta”.
No último dia do evento, será a vez da curta-metragem “Hora di bai” da autoria de Samira Vera Cruz, que debruça sobre os rituais de despedida na hora da morte na ilha de Santiago, que já foi exibido em festivais ao redor do mundo.
No mesmo dia, Sofia Pinto Coelho apresenta “Daniel e Daniela”, uma história de um pai que leva a filha numa viagem às suas origens, e que, ao sabor de surpresas e imprevistos, percorrem Cabo Verde, São Tomé e Guiné-Bissau, ambos guiados pela vontade de ver, conhecer e conversar.
De 15 de Novembro de 2021 a 18 de Fevereiro de 2022 a exposição esteve patente ao público com o objectivo de convidar para uma reflexão sobre a condição transnacional dos artistas cabo-verdianos.
Estiveram representados 36 artistas, com 66 obras agrupadas em sete diálogos improváveis nomeadamente mar, música, literário, mulher, memória, natureza e têxtil realizados por diferentes intervenientes com abordagens plásticas distintas sobre os mesmos temas.
Inforpress







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