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A música sempre esteve presente, desde o ventre materno, não fosse Sori Araújo filho da cantora cabo-verdiana Teresinha Araújo. “As fotos mais preciosas que tenho de bebé são as fotos em que o meu avô está a cantar para mim”, recorda.
Sori que reside atualmente no País de Gales, no Reino Unido, aprendeu a tocar violão no meio de amigos na rua onde cresceu, no Platô (cidade Praia). O primeiro projeto musical que integrou foi o Mea Culpa, uma banda fundada pelos filhos dos elementos do Simentera, grupo onde cantava a mãe. “Eu cresci nos ensaios do Simentera”.
Mais tarde, Sori acabou por adotar um estilo num registo mais de rock e metal com a banda Mystika, estilo que manteve também na faculdade. Formou-se em Marketing na Namíbia.
A viragem para a world music aconteceu ao lado do compositor e músico cabo-verdiano Mário Lúcio. “O Mário Lúcio foi um mentor. Toquei com ele durante 11 anos, viajei e aprendi muito com ele sobre música, mas também sobre postura e aprendi a lidar com as pessoas (…)”.
Six Degrees of Separation
O álbum Six Degrees of Separation conta com 10 faixas musicais, “uma história com 10 episódios”, escritas em inglês, à exceção do tema Carta, que é um batuque, é dedicado à mãe e cantado ao lado da irmã Kady Araújo.
Fala inglês fluentemente há anos e compor nesta língua é algo que surge naturalmente. “Acaba por ser mais fácil para mim compor em inglês, é raro compor em crioulo e quando o faço é porque tem mesmo de ser em crioulo”.
O título do álbum é inspirado na Teoria sociológica Six Degrees of Separation (Os seis graus de separação (também chamada de teoria dos seis apertos de mão) ) do autor húngaro Frigyes Karinthy que sugere algo como qualquer pessoa no mundo poder ser ligada a uma outra através de uma cadeia de relações de seis apertos de mão ou seja está a uma distancia de 6 “graus” de separação.
A ideia para o nome emergiu depois de uma viagem à Índia na altura ainda enquanto elemento da banda de Mário Lúcio, onde conheceu o percussionista espanhol Adrián Trujillo que viria a convidar para integrar o seu álbum de estreia que foi gravado com banda em Lisboa (Portugal). “Foi como se nos conhecêssemos há um milénio” Entre vários lockdowns devido às restrições por causa da covid-19, o processo de elaboração do álbum demorou mais tempo do que previsto. Aliás o artista diz que não tem sido fácil. “É preciso ter muita paciencia (sobre covid)”.
Para breve estão previstos shows e a expectativa de Sori é fazer um show de apresentação em finais deste ano em Cabo Verde.
Diz que o feedback que tem recebido até agora é positivo e que só tem a agradecer.

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