Associação Cabo-verdiana de Brockton busca criar sistema conjunto para minimizar situação de deportação

O presidente da Associação Cabo-verdiana de Brockton, Carlos Silva, avançou hoje que a organização busca criar um sistema conjunto com o serviço consular de Cabo Verde nos Estados Unidos para minimizar a situação da deportação dos indocumentados.

Em entrevista à Inforpress, Carlos Silva disse que receberam o documento “não oficial” que informa a deportação em massa de 314 cabo-verdianos e que, inclusive, destacou, um homem natural da ilha do Fogo, que consta da lista, já foi detido pelas autoridades.

Segundo este responsável, desde o empossamento do actual Presidente, Donald Trump, a polícia já está à paisana nas principais cidades, o que tem preocupado a comunidade no local.

Carlos Silva reconheceu que um número significativo de cidadãos cabo-verdianos “não possuem documentos”, ressaltando que esta medida anunciada pelo Governo vai impactar todo o sistema sócio-económico da comunidade.

Donald Trump, recordou, já havia iniciado a deportação e eliminado serviços essenciais durante o primeiro mandato em 2017.

Avançou que embora a associação tenha levado mensagem de conforto às pessoas, muitos cabo-verdianos dão sinais de desespero e procuram constantemente a organização a fim de encontrar uma solução a curto prazo.

Carlos Silva adiantou que a associação pretende, neste momento, reflectir e procurar o melhor caminho para minimizar a situação, buscando ainda estabelecer contacto com o serviço consular e criar um sistema alternativo para as famílias.

O novo Presidente dos EUA, Donald Trump, empossado no dia 20 de Janeiro, concedeu poder a agentes de imigração para também “deportar rapidamente” imigrantes beneficiados por programas de asilo do Governo anterior.

Segundo o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, na quinta-feira, 23, um total de 538 estrangeiros foram presos e 373 foram colocados sob detenção nas primeiras acções após decreto de Trump.

O republicano estabeleceu a meta de acelerar as deportações, chegando a um milhão por ano, considerado o dobro do máximo de deportações realizadas em um único ano nas últimas décadas, segundo dados do Departamento de Segurança dos Estados Unidos da América.

Inforpress

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