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O presidente da Câmara da Ribeira Grande alertou hoje que a situação do abastecimento de água no concelho “é caótica” e pediu ao Governo para implementar, “com urgência”, um programa de perfuração de forma a minimizar a situação.

“O maior problema que temos agora no concelho da Ribeira Grande é a falta de água. Estamos a viver uma situação dramática em relação à água para o abastecimento e para a rega em praticamente todas as localidades”, afirmou.
Orlando Delgado discursava na abertura do encontro para a apresentação da linha de crédito agropecuária aos empresários do sector, tendo feito um breve apanhado de várias zonas do município que enfrentam a situação.
Na cidade da Ponta do Sol, conforme exemplificou, a população, estimada em 2.500 pessoas, é abastecida com um único furo que produz 200 metros cúbicos de água por dia, situação que dificulta o abastecimento em todas as zonas, sendo que algumas “passam mais uma semana sem água”.
“Há um único furo que temos no caminho de Fontainhas, executado há mais de 10 anos e com capacidade para apenas 60 metros cúbicos/dia. Entretanto, aguardamos que, pelo menos, se equipe esse furo para podermos minimizar o problema da água”, frisou.
No vale da Ribeira Grande, o presidente da câmara fez saber que na localidade de Picoteiro, o furo de Ribeira de Duque, que abastecia todas as zonas circundantes, praticamente já secou.
Uma situação que Orlando Delgado considera “extremamente difícil” tendo em conta que o furo era 100 por cento (%) destinado ao abastecimento das pessoas e, neste momento, “não há qualquer tipo de alternativa”.
“Temos a zona de Majinha, onde tínhamos os dois melhores poços de Cabo Verde e secaram. Também sem uma gota de água está o furo que era explorado pela associação dos agricultores, mas que está numa situação extremamente difícil”, alegou.
Por tudo isso, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande pediu ao Governo para implementar, “com urgência”, um programa de perfuração de forma a mitigar e minimizar a situação em termos de abastecimento de água para as populações e para a agricultura.
“Se isso não acontecer estamos a ver situações piores podem vir a acontecer com a diminuição deste líquido”, avisou.
Inforpress

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