Sal: Autarca diz que realizar 90 por cento do orçamento “é obra”

O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, asseverou esta terça-feira, 20, que uma câmara conseguir realizar 90 por cento (%) do seu orçamento “é obra”, ambicionando fazer muito mais, visando a satisfação das pessoas.

Júlio Lopes fez essas declarações durante os trabalhos da última sessão da Assembleia Municipal deste ano 2022, marcados, novamente, por uma fraca presença e participação de munícipes.

Situação lamentada pelo presidente da AM, Nuno Lopes, já que o regimento prevê até dez intervenções por cada dia de sessão, mas houve intervenção apenas do deputado nacional, eleito pelo círculo do Sal, Démis Almeida, enquanto munícipe.

A sessão permitiu, entretanto, a apreciação e aprovação de vários assuntos em pauta, tendo duas matérias, dos seis pontos da agenda de trabalho, sido retiradas, por unanimidade.

A proposta de deliberação que aprova a concessão de exploração de um lote de terreno de 600 m², localizado em Palmeira para a construção de Beach Club – Pousada, da Palmeira, sendo que, em contrapartida, o operador privado “é obrigado” a construir uma piscina, parque infantil, campo de voleibol, outros equipamentos de lazer e de praia e requalificação ambiental (espaços verdes) numa área nunca inferior a 3.112 m², foi um dos pontos retirados do debate.

Também a proposta de deliberação que aprova a medida temporária e excecional de redução da taxa de recolha dos resíduos sólidos urbanos, taxa de ocupação da via pública e licenciamento comercial aos estabelecimentos que se localizam na Rua Pedonal de Toi Pedro, em razão das externalidades provocadas pelas obras na realização das suas atividades económicas, foram igualmente excluídas da agenda de trabalhos deste dia.

No último dia de sessão da Assembleia Municipal deste ano, os deputados voltam à carga chamando a atenção para a situação das estradas, conclusão da asfaltagem, necessidade de ciclovias, manutenção do fitness parque, poluição sonora, introdução do taxímetro, melhor atuação da fiscalização, melhor iluminação pública em algumas zonas, entre várias outras inquietações.

Escutadas as preocupações, o autarca reiterou que “é obra” uma câmara conseguir realizar 90 por cento (%) do seu orçamento, compreendendo, entretanto, a necessidade de se fazer muito mais, visando a “satisfação das pessoas”.

Mas para isso, completou, há que haver verba, já que não é possível fazer tudo de uma só vez, utilizando a expressão que “quando se cobre a cabeça, os pés ficam destapados”, e vice-versa, em situação de escassez.

“Fizemos muita coisa. Agora, quando você tem um orçamento com uma previsão de um milhão de contos em termos de receita e obtém 900 mil contos de receitas… isto quer dizer que estão a faltar cem mil contos, e é muito dinheiro”, ilustrou.

“Queremos o melhor para o Sal, que todas as questões sejam resolvidas com a máxima rapidez, obras bem-feitas, para o bem-estar do nosso povo”, sublinhou, referindo, todavia, que não é possível fazer tudo.

Júlio Lopes concluiu, desejando um Natal mais tranquilo a todos, apesar das dificuldades que existem no Sal, em Cabo Verde e no Mundo, almejando que a guerra na Ucrânia tenha fim para que o mundo volte à normalidade.

Inforpress

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