Combustíveis ficam mais caros em agosto com aumento médio de 6,86%

No caso do gás butano, a ARME anunciou uma redução de 1,12%.

Os preços dos combustíveis voltam a aumentar no mês de agosto, registando uma subida média de 6,86%, de acordo com a atualização divulgada pela Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME).

De acordo com a nova tabela de preços, a gasolina passa a ser vendida a 168,10 escudos por litro, enquanto o gasóleo normal sobe para 157,60 escudos por litro. O gasóleo para a eletricidade passa a custar 143,10 escudos por litro e o gasóleo marinha a 125,00 escudos por litro.

O preço do petróleo aumenta para 181,10 escudos por litro. Já o Fuel 380 passa a custar 88,40 escudos por quilograma e o Fuel 180 fixa-se em 95,20 escudos por quilograma.

No caso do gás butano, a ARME anunciou uma redução de 1,12%. O produto passa a ser vendido a 141,60 escudos por quilograma a granel. As garrafas de 12,5 quilos passam a custar 1.770 escudos, as de 6 quilos ficam em 850 escudos, as de 3 quilos em 404 escudos e as de 55 quilos em 7.790 escudos.

A ARME explica que o aumento dos preços resulta da subida das cotações internacionais dos combustíveis, que cresceram, em média, 9,19% entre junho e julho.

“Quando consideradas individualmente, as cotações médias do Butano, da Gasolina, do Jet A1, do Gasóleo ULSD e do Fuelóleo 0,5% aumentaram em 1,66%, 8,58%, 14,16%, 19,50% e 2,05%, respetivamente”, lê-se no comunicado.

O preço médio do petróleo Brent nos mercados internacionais registou uma ligeira queda de 1,87% em julho, passando para 83,01 dólares por barril. Segundo a ARME, esta descida esteve relacionada com o otimismo em torno das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão, bem como da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de aumentar a produção do petróleo a partir de agosto.

Contudo, a queda foi parcialmente compensada pelas preocupações com a segurança do abastecimento mundial, nomeadamente os ataques a refinarias russas, a instabilidade no Mar Vermelho, as ameaças ao tráfego marítimo no Estreito de Bab el-Mandeb e os receios de perturbações nas principais rotas internacionais de transporte de petróleo.

A valorização do euro face ao dólar, de 0,81% no final de julho, contribuiu para atenuar parcialmente o impacto da subida das cotações internacionais, traduzindo-se numa redução média estimada de 0,64% nos preços internos.

Os novos preços máximos de venda ao consumidor final dos combustíveis regulados, vigoram de 01 a 31 de agosto de 2026.

Balai Notícias

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