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O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FM), Justin Tyson, apontou hoje a mobilização de receitas internas, “de modo a criar algum espaço fiscal”, para garantir a estabilidade macroeconómica e a redução da pobreza.

A indicação foi dada durante um encontro entre a Comissão Especializada de Finanças e Orçamento (CEFO) e uma equipa técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se encontra em Cabo Verde, que aconteceu na cidade da Praia.
De acordo com o responsável, o Governo precisa aumentar as receitas internas para que haja algum “espaço fiscal” e que consequentemente, explicou, colocará a dívida externa numa trajetória descendente.
“Isto é muito importante para a estabilidade macroeconômica, mas também permite que o Governo coloque os investimentos adicionais como prioridades, conforme define o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável “, notou.
O FMI aponta que o nível da dívida externa em Cabo Verde é “alto”, e que o país deve buscar as dívidas concessionais, para que as mantenha controlável.
“Portanto, o Governo deve continuar buscando dívida concessional. Isto permite que se tome emprestado, mas também que mantenha a dinâmica da dívida sob controle”, explicou Justin Tyson.
Em relação à política de investimento, indicou que deve ser feita pelo sector público e que uma parte tem que ser destinada aos actores privados, através da criação de um ambiente propício que permita a entrada de investimentos e parceiros estrangeiros.
“Esta é outra prioridade importante, garantir que esse investimento seja facilitado e que haja uma estrutura certa para fazer isso”, frisou o responsável, apontando que o desempenho macroeconômico conseguido em 2022 deve continuar em 2023.
Cabo Verde está sob assistência financeira do FMI, com uma facilidade alargada de crédito, ao abrigo da qual já recebeu quase 16 milhões de dólares (14,45 milhões de euros) no princípio deste ano, depois de concluir com sucesso a primeira avaliação.
Inforpress

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