Greve dos condutores de autocarro com impacto pouco visível na manhã de terça-feira no Platô

A greve que iniciou hoje vai até quinta-feira, dia 20, caso não haja acordo entre as partes.

No primeiro dia de greve dos condutores de transporte público da empresa Sol Atlântico teve um impacto pouco visível nesta manhã na zona do Platô, na cidade da Praia. Esta constatação foi feita após uma ronda do Balai às paragens do centro da capital.

Apesar da maioria dos cidadãos nas paragens não terem prestado declarações nem os condutores dos autocarros que também preferiram ficar em silêncio sobre a adesão à greve, foi possível notar ainda um fluxo de circulação “quase normal” dos autocarros, com as linhas 2, 4, 5, 6, 11, 13 e 15 a cumprirem o percurso normalmente.

De acordo com a Inforpress, os condutores reivindicam melhores condições salariais e o fim da alegada discriminação entre trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA), Gilberto Lima, a greve é uma denuncia sobre a diferença salarial injustificada de mais de quatro mil escudos entre os trabalhadores, sendo os mais prejudicados aqueles com mais anos de serviços, alguns com mais de duas décadas na empresa, de acordo com a mesma fonte.

A greve decorre de hoje, terça-feira, até quinta- feira, dia 20, com estimativa de adesão de “cerca de uma centena de trabalhadores”, acompanhada de uma manifestação no Platô, cidade da Praia.

Numa entrevista à RCV, o administrador da empresa “Sol Atlântico”, Henrique Duarte, afirmou que “vê motivos para a greve convocada pelo SIACSA”.

De salientar que os condutores da Sol Atlântico já tinham ameaçado ir para greve tanto em março deste ano, como depois em abril, tendo esta última sido suspensa após a requisição civil do governo.

Keila Rodrigues/Jornalista Estagiária

ARTIGO EDITADO

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest