Simões Pereira: “Não há qualquer dúvida sobre a vitória”

A coligação PAI – Terra Ranka está à frente na contagem de votos das legislativas da Guiné-Bissau, segundo as atas das assembleias de votação consultadas pelo PAIGC. Líder do partido, Domingos Simões Pereira, falou à DW.

“Confirmo que não só a coligação PAI – Terra Ranka vai à frente, como certamente está a reunir uma maioria absoluta consolidada. Portanto, estamos seguros de que não há qualquer dúvida sobre a vitória da coligação nestas eleições legislativas”, diz Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em declarações à DW esta segunda-feira.

Apesar de Simões Pereira não assegurar que, no caso de vitória da coligação, seja indicado como primeiro-ministro, adianta que não descarta essa hipótese.

“Eu sou um quadro e um responsável, neste caso o presidente do maior partido político do país e desta coligação, e certamente não posso privar a coligação e o povo guineense dos meus préstimos”, frisou.

“A coligação entendeu desde o primeiro momento acompanhar a visão do PAIGC e reservar-se ao direito de, após a proclamação desses resultados, consultar os órgãos competentes e tomar a decisão que considerar mais consentânea com a circunstância atual”, acrescentou.

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, avisou no domingo que só trabalharia com “políticos sérios”, ecoando declarações anteriores de que se recusaria a nomear Domingos Simões Pereira como primeiro-ministro se a coligação PAI – Terra Ranka ganhasse as eleições.

“Ambiente tranquilo” na votação

Sobre o processo eleitoral, Domingos Simões Pereira considera que “globalmente correu num ambiente tranquilo e apaziguado”.

“Houve aqui e ali alguns pequenos incidentes próprios da complexidade desse tipo de exercícios, mas penso que foram sendo sanados. E no global, a maioria dos inscritos pôde exercer o seu direito de voto”, concluiu.

Num comunicado de balanço lido no domingo (05.06) pelo secretário-executivo adjunto da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, Idrissa Djaló, considerou que o pleito decorreu “num clima de muita cordialidade, cooperação e solidariedade”, e afirmou que os resultados provisórios serão divulgados “a partir de quarta-feira”.

Cerca de 900 mil eleitores guineenses foram chamados a escolher no domingo os novos deputados e o partido que vai formar o Governo entre 22 formações políticas, nas sétimas legislativas desde a abertura ao multipartidarismo, em 1994.

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