Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos já aumentaram 24%

Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos já aumentaram 24%

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentaram 24% após a pandemia, fechando 2021 em valores máximos de quase 75 milhões de euros, segundo dados do Banco de Cabo Verde (BCV) compilados hoje pela Lusa.

De acordo com dados de um relatório estatístico do BCV, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos estavam avaliados no final de 2019 em 6.675 milhões de escudos (60,3 milhões de euros), antes dos efeitos económicos da pandemia de covid-19.

Esse valor subiu para mais de 7.435 milhões escudos (67,2 milhões de euros) em 2020 e aumentou para o valor histórico de 8.279 milhões de escudos (74,8 milhões de euros) no final de 2021, representando um aumento de 24% em dois anos.

Só entre março e abril de 2021 os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos aumentaram 7%, de 7.736 milhões de escudos (70,4 milhões de euros) para quase 7.844 milhões de escudos (71,4 milhões de euros), segundo o histórico disponibilizado pelo BCV.

Em julho, contudo, registou-se a primeira queda no valor dos depósitos de poupança em nove meses, mas que voltou a crescer em agosto, para o valor mais alto do histórico disponibilizado pelo BCV, voltando a descer ligeiramente em setembro, retomando depois, novamente, o ciclo de subidas mensais consecutivas.

Os depósitos a prazo nos bancos também mantiveram a tendência de crescimento, passando de 41.306 milhões de escudos (373 milhões de euros) em 2019, para 43.079 milhões de escudos (389 milhões de euros) no ano seguinte e para 45.191 milhões de escudos (408 milhões de euros) em 2021.

Em Cabo Verde operam oito bancos comerciais com licença para trabalhar com clientes residentes.

O arquipélago enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

Em 2020 registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, seguindo-se um crescimento de 7% em 2021 impulsiona pela retoma da procura turística. Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo cabo-verdiano baixou a previsão de crescimento de 6% para 4%.

Lusa

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