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O especialista em neurocomunicação e desenvolvimento pessoal e organizacional Heitor Fox defendeu esta terça-feira, 05, que os novos líderes devem ser “mais conscientes e interventivos” do ponto de vista social, assumindo as responsabilidades e compromissos da organização.

O consultor e hipnoterapeuta, em entrevista à imprensa, à margem de um seminário promovido pelo Instituto Politécnico Democracia e Desenvolvimento (IPDD) referente a “Alta performance em Neurocomunicação- Comunicação de Alto Impacto”, destacou a importância de estabelecer e ajustar a comunicação ao público-alvo, defendendo uma liderança mais consciente e interventiva na sociedade.
Segundo explicou, a neurocomunicação é um conceito que pode ser aplicado a todas as áreas, asseverando que a realidade é baseada na perceção de cada um e cabe ao líder conduzir a equipa de forma “assertiva e eficaz”, abordando os fenómenos atuais da comunicação.
“Nesta perspetiva é fundamental termos esta flexibilidade e querermos mudar porque percebemos que o mundo está a mudar. E não podemos estar na nossa bolha e pensar que tudo vai ser igual, é uma permanente mudança. Julgo que as novas lideranças devem ser mais conscientes e interventivas do ponto de vista social”, disse, realçando que exige empenho e compromisso.
“Estamos a propor uma abordagem disruptiva, olharmos não apenas do ponto de vista cognitivo, mas entendermos que o cérebro cria atalhos para tomar determinadas decisões. E neste criar atalhos, podemos recorrer a erros de análises e tomar más decisões que têm consequência na política pública, na eleição de um governo e em vários níveis “, ressaltou.
O presidente do Instituto Politécnico Democracia e Desenvolvimento, Milton Paiva, elucidou que o seminário faz parte de um programa de “treinamento de CEO- chefes de empresa e dirigentes do sector público” que vai ser lançado a partir de Janeiro do próximo ano.
Esta apresentação, adiantou, tem como objetivo lançar um desafio ao empresário a fim de frequentarem os programas de coaching e serem capazes de desenvolver capacidades adequadas à organização, adaptadas à conjuntura atual para assim “elevar a equipa” ao mais alto nível de excelência.
“Os CEO é um público particular que tem muitas responsabilidades e um poder de influência enorme. Nem sempre tem oportunidade de serem tratados, cuidados, por isso precisam de treinadores, coaching e mentoria”, explicou, avançando que o treinamento passa a ser feito mensal com sessões sobre comunicação, gestão e desenvolvimento pessoal em várias ilhas.
Inforpress

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