Jovem cabo-verdiana viraliza nas redes sociais com penteados

 Nascida e criada em Chocalho, na localidade de flamengos, concelho de São Miguel, Suzy da Veiga tornou-se num fenómeno ao alcançar, “da noite para o dia”, 100 mil seguidores no Instagram, onde publica seus penteados.

“Desde pequena quem penteava a mim e as minhas irmãs era a nossa mãe, com o tempo, já na quinta e sexta classe, passei a tirar os penteados da minha mãe e inventava os meus penteados. Não ficavam bonitos porque era no começo, mas com o tempo foi melhorando, até porque eu e as minhas irmãs ficamos a nos pentear umas às outras porque a nossa mãe deixou de o fazer. Passei também a pentear as crianças aqui na vizinhança”, explicou a jovem de 26 anos.

Por isso em 2019 criou uma página no Instagram apenas para publicar fotografias, mas com o passar do tempo começou a ganhar vários seguidores.

“Eu penteio sempre o meu cabelo com as minhas mãos, então em 2022, depois da Covid-19, quis fazer alguma coisa para publicar na internet e comecei a publicar regularmente vídeos com os penteados que faço e daí comecei a notar uma subida de números de seguidores. Às vezes vou dormir e ao amanhecer vejo que ganhei mais três mil seguidores, por exemplo. No princípio nem queria acreditar”, disse.

Esta jovem revela ainda que nunca fez nenhuma formação sobre redes sociais, que apenas pesquisou algumas coisas sobre aquela rede social, tais como fazer para aumentar o número de seguidores, mas não que quis ir por aquele caminho com medo de a sua conta vir a ser bloqueada.

“Já houve uma rapariga que, depois de me ver no Instagram, veio de Portugal e me chamou para ir penteá-la em sua casa. Há várias outras, de diversos concelhos, que já pediram para ir penteá-las, mas não aceitei ainda porque não as conheço”, frisou.

Suzy, apesar dos 100 mil seguidores, diz não considerar ainda uma influencer digital, embora já tenha recebido algumas propostas para fazer publicidades.

“Ainda não ganhei nada em termos monetários com o Instagram, quando tinha 50 mil seguidores, houve algumas pessoas que me pediram para fazer publicidade ou algo do tipo, mas não sei como fazer, quanto se cobra, o que se deve dizer, por isso não aceitei nenhuma proposta ainda. Ainda não sei como ganhar com o Instagram. Já perguntei, recebi algumas ideias, mas falta arrancar”, continuou.

Quanto à “produção”, Suzy explica que normalmente grava numa janela que fica na varanda de sua casa, onde monta o seu cenário com uma lata de bife enlatado, um banco e uma caneca de azeite, onde prende o telemóvel com um elástico.

Assim, de forma simples, esta jovem, que há pouco de dois meses começou também a publicar no seu canal no YouTube, tem ganho seguidores de vários cantos do planeta, sendo a maioria do Brasil, conforme detalhou.

“Quando tinha 50 mil seguidores, a maioria era do Brasil, agora que já aumentou para os 100 mil não sei dizer qual é a maioria, mas acredito que por volta de 40% seja brasileira. Em dois meses passei dos 50 mil para 100 mil seguidores, acredito que esta subida se deve aos penteados. Muitas pessoas têm cabelo crespo, mas preferem usar produtos químicos para não cansarem de fazer penteados, mas eu prefiro o meu cabelo natural, penteio, faço tranças, uso elástico… acho que os meus vídeos motivam outras pessoas”, contou.

Suzy da Veiga diz ainda que há pessoas no estrangeiro que a pedem para fazer um curso online para poder ganhar dinheiro com a sua criatividade, mas disse acreditar que precisa ainda de uma formação na área para fazer isso.

Para já, salienta que o seu plano é continuar a partilhar os seus penteados, bem como conseguir alguma parceria, publicidade ou algo do tipo.

A jovem diz que já pensou em abrir um cabeleireiro, mas como está a planear viajar adiou o projeto, entretanto realça que, se a viagem não sair, terá de abraçar este desafio.

Suzy da Veiga terminou o 12º ano em 2015, estudou Engenharia Química e Biológica na cidade da Praia, mas “não deu certo”. Regressou ao interior da ilha de Santiago onde fez uma formação profissional na área de laboratório. Em 2019, fez um estágio curricular na Delegacia de Saúde de Santa Cruz para depois entrar num estágio profissional no Hospital Regional de Santiago Norte, mas com a chegada da Covid-19 está parada até hoje.

Inforpress c/Balai

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