Sal: Jorge Santos ausculta e partilha com emigrantes as políticas do Governo para as comunidades

O ministro das Comunidades, Jorge Santos, auscultou e partilhou esta quarta-feira, 14,  com os emigrantes as políticas do Governo, medidas e instrumentos que o executivo vem adotando para “facilitar a vida” das comunidades emigradas.

O encontro, na sua maioria com emigrantes dos Estados Unidos da América, aconteceu hoje no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no âmbito do Dia do Município do Sal, assinalado a 15 de Setembro.

Na sua comunicação, Jorge Santos salientou que este “tete-a-tete”, e se ter dedicado as festividades do Município do Sal à nossa comunidade, é para mostrar que “os grandes embaixadores e embaixadoras do Sal” são as suas comunidades emigradas.

“Por isso, esse encontro é mais um encontro de conversa, troca de experiência, auscultação, diálogo, para podermos conseguir construir uma relação de proximidade”, sublinhou o governante.

“E tenho dito mesmo, que Cabo Verde precisa reconciliar com as suas comunidades. É preciso reconhecer, estimular, e utilizar as comunidades para a promoção do desenvolvimento de Cabo Verde”, reforçou, enumerando algumas prioridades para melhorar essa aproximação, essa amizade, conforme frisou.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, incentivou os emigrantes a investirem na sua terra, destacando a sua importância no desenvolvimento de Cabo Verde.

“Temos que tratar bem os nossos emigrantes. Se houver algum problema com os emigrantes, turismo ou transporte… como aconteceu com a pandemia, a economia cabo-verdiana paga”, ilustrou o autarca, referindo que a Câmara Municipal do Sal “não tem muita coisa a oferecer a não ser amizade”.

Porém, sublinhou, que a câmara preocupa-se com os emigrantes salenses, tanto assim é que, disse, criou um balcão só para atendê-los, podendo também tratar qualquer assunto online.

“Incentivamos os nossos emigrantes a investirem na sua terra, na sua ilha, a construírem as suas casas ou a realizar outro tipo de investimentos”, desafiou, o autarca, referindo que os assuntos dos emigrantes devem ser tratados com “máxima urgência”.

“Não se pode adiar um assunto de um emigrante que vem de férias. Ele não pode esperar para amanhã. O seu pedido, o seu problema deve ser resolvido imediatamente, ou pelo menos equacionado”, observou.

O momento foi seguido de questões, onde os emigrantes aproveitaram a ocasião para colocarem as suas preocupações, desde problemas com as alfândegas, a necessidade de criação de um sistema online onde os emigrantes poderão marcar audiência e falar com os governantes, situação de filas, muito tempo de espera, nas instituições bancárias, problemas relacionados com documentação cabo-verdiana para filhos de emigrantes nascidos lá fora, entre outras inquietações.

Inforpress

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