José Maria Neves destaca apoio do PAICV no reforço da dinâmica da vitória em construção

José Maria Neves

José Maria Neves destaca apoio do PAICV no reforço da dinâmica da vitória em construção

O candidato a Presidente da República José Maria Neves considerou hoje na Cidade da Praia, o apoio do PAICV à sua candidatura de um importante contributo no reforço da dinâmica da vitória em construção.

“O PAICV é o partido da independência, um dos fundadores da democracia cabo-verdiana e cabouqueiro do processo de construção do Estado e de lançamento dos alicerces do desenvolvimento, pelo que o seu apoio é muito honroso para mim”, disse, realçando que os partidos políticos são importantes para a democracia representativa, por serem “pilares do Estado de Direito Democrático” e porque “desempenham, de entre outras, importantes funções políticas, pedagógicas e representativas”.


Em declarações à imprensa para falar do apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) à sua candidatura, José Maria Neves, que disse estar aberto a outros apoios, afirmou que a sua candidatura é de “todos os quadrantes políticos e sociais do campo político cabo-verdiano” e prometeu ser “um Presidente de todos os partidos políticos, de todas as ilhas e das comunidades da diáspora, as quais merecem a presença, o afecto e o cuidado permanente do Presidente da República”.


Na sua comunicação, José Maria Neves assegurou que pretende fazer uma campanha elevada, que respeite escrupulosamente as regras sanitárias, de debate de ideias e de propostas sobre o exercício da Presidência da República.


“Vamos fazer campanhas que não promovam aglomerações e arruadas. A nossa campanha será soft e voltada para um dialógo intenso com as pessoas, através das redes sociais e, se os órgãos de comunicação social colaborarem, termos de fazer mais debate e adaptação à pandemia, para que as mensagens possam chegar a todos”, prosseguiu, salientando que a ideia é fazer debate online sobre as mais diferentes questões que dizem respeito a República e sobre o que os cabo-verdianos esperam do Presidente da República.


Neste âmbito, o candidato que diz estar “muito mais confiante na vitória” com o apoio do PAICV, afirmou que a indicação feita aos mandatários mostra a sua determinação em fugir ao confronto político partidária, visto que o confronto é entre candidaturas e entre projectos alternativos do exercício da Presidência da República.


O candidato que promete uma campanha cívica, pedagógica e cidadã, garantiu ainda que vai trabalhar para ganhar as eleições na primeira volta.


“Tenho uma confiança inabalável nos cabo-verdianos e, por isso mesmo, espero ganhar as eleições presidenciais de 17 de Outubro. Os argumentos desta candidatura estão voltados para os desafios do presente e do futuro e estão sintonizados com os sentimentos e as aspirações dos cabo-verdianos, nas ilhas e na diáspora”, disse.


José Maria Neves, promete ainda caso for Presidente da República, intervir para maior vacinação e a reconstrução do país na pós-pandemia, maior apoio às empresas em dificuldades, ao emprego, à habitação, ao combate à pobreza, às desigualdades e à exclusão social, a reforma e modernização do Estado e da Administração Pública.


Acrescentou ainda que as questões ambientais, as transições energética e digital, a qualidade do ensino e da formação profissional, a melhoria dos serviços da saúde e o empoderamento das famílias estão no topo da sua agenda, a ser concretizada sempre em cooperação estratégica com Governo, demais órgãos de soberania e as autarquias locais.


Questionado sobre que influência estará disposto a fazer para melhorar a comunicação com a diáspora, José Maria Neves, que admite a necessidade de se fixar políticas públicas subsistentes para a diáspora, lembrou que enquanto primeiro-ministro, criou o Ministério das Comunidades.


“A diáspora pode ser um pilar fundamental para a modernização e a transformação de Cabo Verde para que possamos conseguir alcançar o desenvolvimento sustentável no horizonte 2030. Da parte de Cabo Verde teremos de fazer mais e o Presidente da República será o dirigente que estimula e resgata o orgulho de ser cabo-verdiano, agindo no sentido de ser cada vez uma maior ingerência da diáspora no processo global de desenvolvimento do país”, indicou.


Com a África, promete, quando for eleito, ser um Presidente presente na região e no continente, alegando querer que a África conheça Cabo Verde, descubra o positivismo enquanto país africano que deseja o desenvolvimento e que quer a transformação do continente para que as africanas e os africanos vivam com “muito mais dignidade”.


“Temos de abrir mais ao mundo, sermos muito mais cosmopolíticas e a altura do desenvolvimento e da modernização de Cabo Verde. O futuro de Cabo Verde passa estrategicamente por esta opção”, disse, afirmando que o país deve abrir para melhor ascensão de todos quando chegam e querem viver neste arquipélago.


O candidato a Presidente da República que promete trabalhar, neste sentido, afirmou que Cabo Verde deve ser uma ponte de civilização e de culturas positivo, de diálogo, paz e amizade.


Inforpress

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