Jovem artesã transforma hobby em negócio com confecção de bolsas de lã

Cátia Gomes, cabo-verdiana natural da ilha de Santiago, Eugénio Lima, residente em Portugal há três anos, aprendeu a fazer bolsas com linhas de lã, devido ao desemprego, e que hoje, não sendo sua profissão, é uma “paixão extra”.

Em conversa com a Inforpress, esta jovem de 31 anos contou que há dois meses encontrava-se no desemprego, e que com a pandemia tinha de procurar algo para se ocupar, “não como meio de sustento”, mas como forma de fazer o tempo “passar mais depressa”.

Daí, resolveu comprar uma agulha e algumas linhas, “sem a mínima noção” do que queria e no que dava.

Em casa, com as agulhas e as linhas, a jovem começou a pesquisar vídeos na rede social ‘Youtube’, a procurar alguma coisa, mas longe a ideia de confeccionar bolsas, até porque, assinalou, os vídeos que estava a visualizar não se relacionavam com as agulhas e as linhas que entretanto comprara.

“Alguns dias depois fui comprar novas agulhas e linhas, tentei, mas não funcionou e mesmo assim não desisti até confeccionar a minha primeira bolsa”, relembrou Cátia Gomes, que sublinhou que esta caiu no agrado da vizinha.

As encomendas, contou, passaram a surgir umas atrás das outras, dependendo dos novos modelos e inovações que começou a implementar.

Após apanhar o jeito e o gosto pela arte de confeccionar bolsas com linhas de lã, Cátia Gomes destacou que sempre colocava foto das suas conquistas (criações) no ‘story’ das redes sociais Facebook e Instagram, até que “um belo dia” recebeu uma encomenda de três bolsas da Suíça.

“Sem acreditar embarquei neste sonho e no final o resultado foi gratificante”, enfatizou, acrescentando que logo de seguida conseguiu um emprego num restaurante, mas não desistiu das suas criações, pois continuou as suas pesquisas, melhorou e aperfeiçoou, e hoje quer expandir a sua oferta a outros territórios, principalmente Cabo Verde.

Com o novo emprego no restaurante em Portugal, o tempo ficou “mais escasso”, mas a procura das bolsas aumentou bem como a necessidade de diversificar “mais ainda”.

Hoje, a jovem já criou páginas oficiais nas redes sociais Facebook e Instagram onde faz as suas vendas e além de bolsas já produz porta-moedas, suporte de telemóveis e diversos outros pedidos de clientes.

Questionada se pretende dedicar somente a esta área, Cátia Gomes revelou que por enquanto prefere deixá-la somente como “um extra”, que a apoia nas despesas, mas com o tempo o plano é fazer desta “paixão” o seu sustento, ciente de que é preciso dedicar mais tempo para oferecer trabalhos de qualidade.

O maior desafio, segundo a jovem artesã, ainda tem sido a matéria-prima, pois nem tudo consegue encontrar no território português, tem optado por compras online, mas  nem todos os sites de compras fazem envio para Portugal.

Inforpress

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