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Alto Comando Militar golpista da Guiné-Bissau anuncia que “não estão reunidas as condições de segurança” para garantir o regresso do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló. Apoiantes do ex-PR ainda em campanha de recepção.

Num comunicado divulgado pela comunicação social guineense e consultado pela Lusa nas suas páginas nas redes sociais, o Alto Comando diz ter tomado a decisão numa reunião hoje realizada em Bissau em que foi analisada a situação política, social e de segurança do país.
Nessa reunião, acrescenta, foi determinado que Umaro Sissoco Embalo não poderá regressar ao país “exclusivamente por razões de segurança nacional, da preservação da ordem pública e na prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social”.
O antigo chefe de Estado guineense, deposto pelos militares no dia 26 de novembro de 2025, anunciou, no início desta semana, o seu “regresso voluntário ao país” no próximo domingo e apelou a que a sua chegada decorra “num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo”.
O anúncio do regresso de Embaló foi feito pelo próprio nas redes sociais.
Militares pedem colaboração
Dias depois, numa entrevista à revista Jeune Afrique (JA) a partir de Brazzaville, República do Congo, de onde deverá seguir para Bissau, anunciou que será candidato nas eleições presidenciais marcadas para 6 de dezembro próximo.
No comunicado hoje divulgado, o Alto Comando Militar reitera que continuam em vigor as medidas de segurança estabelecidas no âmbito da Transição Política, nomeadamente a proibição de manifestações, concentrações e aglomerações de cariz político até nova determinação das autoridades competentes.
O documento alerta que “qualquer ato de desacato ou incumprimento” destas normas “será da inteira responsabilidade dos respetivos autores”, sem prejuízo das consequências legais.
Perante o cenário, o Alto Comando Militar apelou ao sentido de responsabilidade cívica do povo guineense, bem como à colaboração da comunidade internacional, corpo diplomático, sociedade civil, confissões religiosas e autoridades tradicionais na preservação da paz.
Apoiantes de Sissoco pedem “receção calorosa”
O órgão que dirige a Guiné-Bissau desde o golpe, apelou igualmente a que todos os cidadãos “se abstenham de atos que possam provocar confrontação ou instabilidade”, fazendo prevalecer a disciplina e o respeito pelas determinações oficiais.
Também nas redes sociais, partidários do ex-presidente guineense têm apelado para que no domingo haja “uma receção calorosa” de Sissoco Embaló no aeroporto Internacional de Bissau.
Umaro Sissoco Embaló presidiu à Guiné-Bissau de 27 de fevereiro de 2020 a 26 de novembro de 2026, quando foi derrubado por um golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.
A oposição considerou que se tratou de um “golpe cerimonial” por ocorrer em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas “à primeira volta” por Fernando Dias da Costa.







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