- Atualidade, Lusa, Notícias
- Janeiro 13, 2023
- 12:44 pm
- Lusa
PSD nota em Cabo Verde ameaças à democracia e pede responsabilidade aos políticos e cidadãos

“Há, de facto, várias ameaças à democracia, designadamente o crescimento do populismo”, notou o dirigente social-democrata português, que foi um dos oradores numa conferência internacional promovida pelo Movimento para a Democracia (MpD), partido no poder em Cabo Verde, no âmbito das atividades para assinalar os 32 anos de democracia no país.
Considerando que os tempos que vivemos hoje são “desafiantes” e ameaçadores, o dirigente partidário deu como exemplo mais recente a invasão às sedes dos três poderes no Brasil.
“É de facto uma daquelas situações em que nós constatamos que o Estado de direito e as democracias não estão seguras, têm que ser construídas todos os dias”, considerou Soares, dizendo que essas ameaças são “terreno fértil” para o populismo crescer.
Além disso, apontou a crescimento da pobreza, das dificuldades das pessoas, a falta de transparência em muitas partes do globo como outros fatores que podem fazer crescer o populismo e ameaçar as democracias.
E para o combate a essas ameaças, Hugo Soares pediu responsabilidade aos políticos, mas também que os cidadãos devem ser mais exigentes, no escrutínio que fazem dos políticos e, sobretudo, no que os políticos dizem.
“E não se deixarem levar pela política fácil, por aquilo que parece uma resposta fácil aos problemas e que muitas das vezes são respostas que aproveitam das desgraças dos outros para poder grassar as opiniões populistas”, alertou.
Para que os políticos sejam responsáveis, o dirigente partidário salientou que é preciso, muitas vezes, dizer aquilo que as pessoas não gostam de ouvir, mas que mais tarde se venha a demonstrar que era aquilo que era preciso fazer.
“É não ceder aquilo que é o politicamente mais correto, é sermos determinados naquilo em que acreditamos, resolvendo o problema concreto das vidas das pessoas”, apontou.
“Democracia: Um Compromisso de Todos!” foi o tema da conferência que faz parte de uma série de atividades organizadas pelo partido no poder em Cabo Verde, no âmbito da denominada de Semana da Liberdade, e que teve também como orador o antigo ministro e um dos vice-presidentes do MpD Luís Filipe Tavares.
Os 32 anos da democracia são assinalados em 13 de janeiro, dia em que em 1991 o país realizou as primeiras eleições multipartidárias, que foram ganhas pelo MpD, depois de 15 anos em regime de partido único, após a independência de Portugal, em 1975.
Para o secretário-geral do PSD, Cabo Verde tem uma democracia jovem, mas ao mesmo tempo com um grande grau de maturidade, tendo como prova as alternâncias dos vários poderes.
“E que tem vindo a demonstrar uma compreensão, um amadurecimento do Estado de direito e dos valores democráticos que deve orgulhar toda a agente”, avaliou o dirigente.
Lusa
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