
O silenciar das vítimas – Violência e abuso Sexual
O caso «Aurora», o debate público e a responsabilidade na proteção das crianças e dos adolescentes.

O caso «Aurora», o debate público e a responsabilidade na proteção das crianças e dos adolescentes.

Há três anos iniciei um projeto de cariz social à qual dei o nome de “Plantando sementes – hoje uma semente, amanhã uma floresta”, em que angario fundos para compra de manuais escolares a serem entregues a diversas instituições que trabalham com famílias cabo-verdianas e que a seu jeito tentam minimizar as dificuldades que estas enfrentam.

A separação dos pais pode deixar marcas no comportamento e na segurança emocional das crianças, sobretudo quando estas são expostas aos conflitos dos adultos ou sentem que precisam de escolher entre o pai e a mãe.

Todos conhecemos alguém a quem o adjetivo que melhor lhe carateriza é o de ser forte. De conseguir suportar o peso que a vida vai colocando nos seus ombros e de conseguir se reerguer voltando mais forte, o que gera em nós admiração e alguma cobiça, pois não reconhecemos em nós a mesma qualidade.

A parturiante de 34 anos proveniente de um voo da cidade da Praia, estava grávida de 39 semanas, segundo a imprensa portugesa.

Há dias numa troca de mensagens com uma pessoa amiga, em que lhe mandei uma mensagem de força por ter visto e sentido que se encontrava mais fragilizada, acabei por refletir sobre algo que nunca me tinha passado pela cabeça.

Para muitas mulheres, o desejo de ser mãe é uma constante que atravessa gerações, para outras, o tempo e as circunstâncias da vida encarregaram-se de transformar a ausência de filhos numa aceitação pacífica ou até num alívio.

Três letras e um sinal de interrogação que trazem consigo a pergunta que vezes demais nos ensombra os dias. Quer porque queremos saber como seria se as coisas acontecessem de forma diferente, quer porque o ser humano raramente está satisfeito com a realidade, com aquilo que é.

Há dias defrontei-me com as seguintes perguntas: imagina que acordas amanhã e dás conta que não tens memória de quem és. A quem ligarias para que te dissesse quem és? E essa pessoa seria efetivamente capaz de responder a essa pergunta?

As consultas de grávidas na Delegacia de Saúde de Santa Catarina deixaram de ser, há alguns anos, apenas momentos clínicos, para se transformarem em espaços de partilha, acolhimento emocional, exercícios físicos e preparação humanizada para a maternidade.

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