A riqueza de diversidade

Atualmente, vimos assistindo a um extremar de posições em qualquer assunto em que as opiniões não são as mesmas. É cada vez mais notória a dificuldade em aceitarmos que os outros têm ideias, pensamentos e opiniões diferentes e que é bom que assim seja.

Somos mais de 7 mil milhões de almas neste mundo e até hoje estima-se que já viveram no nosso planeta de 106 a 108 bilhões de pessoas (fonte- Wikipédia).

E devemos ter presente que cada uma dessas pessoas são/foram únicas, assim como os que ainda vão nascer. Não existem duas pessoas iguais mesmo que partilhem o mesmo DNA (caso dos gémeos “verdadeiros”). E nem nós somos os mesmos que fomos há 20, 5 anos e ontem. Somos moldados pelas experiências que vivemos e pelo meio onde estamos inseridos.

O que por si só deveria ser razão suficiente para não recearmos a mudança e a diferença. Atualmente vimos assistindo a um extremar de posições em qualquer assunto em que as opiniões não são as mesmas. É cada vez mais notória a dificuldade em aceitarmos que os outros têm ideias, pensamentos e opiniões diferentes e que é bom que assim seja.

Entramos numa discussão para destruirmos a posição do outro e convencê-lo de que a nossa posição é a única válida. Não fazemos um pequeno esforço para ouvir e entender o seu ponto de vista, não estamos abertos a reanalisar a nossa posição face aos novos dados que nos podem ser fornecidos pelo outro, numa troca salutar de opiniões.

Esquecemos que é no convívio, na troca de ideias e opiniões que nos vamos enriquecendo, reforçando o que defendemos ou abandonando-o face às evidências de que o que o outro defende é o correto ou faz mais sentido.

Com o passar do tempo tantas verdades absolutas foram sendo desfeitas e substituídas por outras, devido ao avançar da ciência e do desenvolvimento humano. Pelo que de nada vale agarrarmos a uma “verdade” sem admitir que ela poderá deixar de o ser futuramente. Que devíamos manter o nosso espírito aberto e não excluir imediatamente o que for, pelo simples fato de não ser aquilo que defendemos ou acreditamos.

Há que ter medo da uniformização de pensamentos e vontade e não do contrário. A ameaça está em passarmos todos a pensar da mesma forma e a agir da mesma forma. O ser humano evolui com base na necessidade de ir melhorando e tal só é possível com a capacidade de ir testando os limites e desafiando-os.

A diversidade é o nosso maior trunfo, devendo cada um de nós defende-la a todo o custo pois à medida que a formos limitando estamos a colocar em causa a nossa própria evolução e desenvolvimento.

Abracemos a diferença e a diversidade, aprofundemos as pontes para que possamos defender as nossas posições, escutar a dos outros e com base nesse diálogo aproveitar o de melhor que o intelecto humano tem.

 

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Adénis Carvalho Silva

Adénis Carvalho Silva

"Filha, mãe, esposa, advogada. Amiga dos seus amigos. Leal, honesta e direta. Uma apaixonada por música, livros e pela escrita. Amante de uma boa conversa e de aprender coisas novas. Em permanente busca de novos desafios."

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