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Num percurso que normalmente levaria alguns minutos, perderam a vida 16 pessoas (até ao momento em que escrevo este texto e, sinceramente, espero que este número não aumente) e há 21 feridos, cinco dos quais com gravidade.
Este acidente leva-nos a refletir sobre a natureza efémera da vida e a nossa vulnerabilidade enquanto seres humanos. Num instante, estamos a elaborar planos para o futuro e, no seguinte, já não fazemos parte deste mundo. O mais inquietante é que qualquer um de nós poderia estar no elevador da Glória, qualquer pessoa que viva em Lisboa pode ter passado por ali ou decidido apanhar o elétrico para ganhar tempo; qualquer um de nós poderia estar numa viagem turística e embarcar naquele elevador cheio de emoções, admirando a vista lá do alto.
Além disso, qualquer um de nós poderia ter na família, vizinhança ou círculo de amigos alguém presente no momento errado, na hora errada. Ainda que estejamos em Lisboa, qualquer nacionalidade poderia estar naquele elevador, sendo muito provável ter entre estas a Cabo-verdiana.
Apesar de Portugal estar a viver na pele esta tragédia, várias nacionalidades também foram afetadas; choram os seus entes queridos na nossa cidade e oram pelos feridos. Infelizmente, Cabo Verde é uma das comunidades que ora pelos seus feridos (pelo menos 1 ferido).
E agora? Será que passaremos a recear estes locais turísticos? Elétricos, elevadores, teleféricos? O que terá acontecido? Qual foi a origem do acidente? Foi algo humano? Ou uma falha técnica?
Enfim, este não é o momento de falar sobre isso, mas sim de chorar, identificar os mortos e confortar os feridos.
Aquela parte da cidade nunca será igual às 17 horas do dia 3 de setembro de 2025, mas voltará a brilhar e a ser um ponto de alegria de várias famílias, mas sempre respeitando a memória dos que perderam a vida nesta tragédia.
O elevador da Glória é um símbolo da cidade de Lisboa mas a partir daquela quarta-feira também passou a ser um lugar de luto e de lembrança que a vida é um sopro.
Profissional com competências em Comunicação, Marketing, Publicidade e Jornalismo. Mas a minha função principal é ser mãe … mãe de uma criança autista. Apaixonada por uma boa conversa e por aprender coisas novas.







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