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Imagino que, para muitos de nós, represente aquele chamado para revisitar planos e traçar novos rascunhos — inclusive aquele que insiste em atravessar os anos sem um desfecho, mas que ainda guardamos com esperança de um novo recomeço. Então, porque não renovar a tática e entrar no próximo ano com estratégia e propósito para, finalmente, fechar o que ficou pendente e avançarmos rumo às vitórias que nos esperam?
E por falar em táticas que levam a vitórias, podemos emprestar algumas lições da gloriosa prestação dos nossos Tubarões Azuis, que garantiu a estreia de Cabo Verde na Copa do Mundo, em 2026. Com a determinação de gigantes, mostraram como é possível triunfar, mesmo com os desafios de um pequeno país. Com foco e dedicação, transformaram a pequenez do território em grandeza e abriram um capítulo histórico para o nosso país. E nós vibramos juntos a cada lance.
Podemos concordar que, mais do que um resultado desportivo, a vitória dos Tubarões Azuis, no fundo, carrega lições que transpassam as quatro linhas. Lições que encaixam perfeitamente no jogo da vida, onde cada acontecimento exige um lance decisivo. E talvez seja essa a maior metáfora para este dezembro, que nos encontra a fazer balanços do que percorremos ao longo deste ano e a prepararmos as novas táticas para a partida que nos espera.
Uma prova de que vencer exige trabalho, coragem para mudar e ousadia para arriscar novos passes. Porque, tal como no futebol, a vitória não nasce apenas do talento ou da sorte, mas da capacidade de transformar as limitações em força e manter o foco mesmo quando os pontos não estão a nosso favor.
Se olharmos bem, tal como no futebol, há momentos em que o jogo escapa ao nosso controlo e nos desafia a agir rapidamente para manter o equilíbrio e seguir em frente. Às vezes levanta-se o cartão vermelho, mas é preciso encará-lo com leveza e perceber quando é necessário ficar um tempo no banco para nos recompor e criar as condições para regressar ao campo em grande. É preciso parar, observar e ter a visão completa do jogo. Só assim reconhecemos as nossas fraquezas e identificamos as forças que nos permitem criar a linha de passe para o sucesso. Não podemos abrir caminho para autogolos — isso é crucial.
O mês de dezembro convida-nos à reflexão e dá-nos a oportunidade de repensar as nossas táticas para reescrever a nossa história de vitórias.
Que, no campo da vida, encontremos a linha de passe para resolver o plano que teima em atravessar os anos. E, no campo de futebol, que os Tubarões Azuis sigam confiantes e que as conquistas se multipliquem nesta jornada à Copa do Mundo.
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Denizia Pinto-Correia

Cabo-verdiana, com experiência internacional na área de promoção da saúde pública e mudança de comportamento social. Apaixonada por iniciativas que promovem hábitos saudáveis e impulsionam o desenvolvimento humano. Acredita no poder de pequenas ações para transformar comunidades e inspirar mudanças duradouras.







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