- Opiniao, Vandira Brito
- Março 9, 2026
- 7:00 am
- Vandira Brito
Março chega como quem chama pelo nome das mulheres

Março é o mês da mulher que acorda antes do sol, não porque quer, mas porque precisa.
É o mês da mulher que prepara o pequeno-almoço com uma mão e organiza a agenda mental com a outra.
Da mulher que beija o filho à porta de casa ou da creche, da escola, ou do jardim, engole a saudade, ajeita o coração — e segue.
Ser mulher em dupla jornada é viver entre relógios que nunca param.
É ser mãe com o corpo cansado e o amor inteiro.
É ser profissional com a cabeça cheia e a coragem firme.
É aprender a dividir-se sem nunca se partir.
Essa mulher carrega culpas que ninguém vê: por sair cedo demais, por chegar tarde demais, por nunca achar que fez o suficiente.
Mas carrega também uma força que ninguém ensina.
Uma força que nasce no colo, cresce no trabalho e floresce na persistência.
Ela aprende a transformar cansaço em disciplina.
Medo em estratégia.
Sonhos em metas possíveis.
Ela não pede licença para existir em todos os seus papéis — ela existe, apesar de tudo.
Março é para ela.
Para a mulher que chora no silêncio e sorri em público.
Que educa, lidera, cuida, decide.
Que falha, recomeça e segue. Sempre segue.
Celebrar março não é só falar de flores.
É falar de persistência.
De dignidade.
De mulheres reais, inteiras, imperfeitas e extraordinárias.
A ti, mulher-mãe-profissional: que este mês te lembre que não és fraca por te cansares, que não és egoísta por sonhares, e que não és menos mãe por seres mais mulher.
Março passa.
Mas a tua força fica.
De uma Mulher, Mãe e Profissional para Ti que também neste mês celebras esta dadiva.
Por Vandira Brito

Vandira Brito
"Cientista Social e Político, apaixonada pela compreensão dos fenómenos que moldam a nossa convivência, os nossos desafios e as nossas esperanças enquanto sociedade. Acredito profundamente que cada realidade social carrega histórias, forças e oportunidades que, quando bem compreendidas, podem inspirar mudanças transformadoras. A minha missão é analisar com sensibilidade e pensamento crítico os caminhos que percorremos enquanto comunidade — questionando, propondo e criando soluções que coloquem as pessoas no centro do desenvolvimento. Procuro unir razão e empatia, ciência e experiência de vida, porque acredito que compreender o mundo é o primeiro passo para o transformar. O meu compromisso é continuar a aprender, a escutar e a contribuir para uma sociedade mais justa, inclusiva e humana."
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