Março chega como quem chama pelo nome das mulheres

Close-up of a beautiful afro american latin woman smiling and spending nice time at the coffee shop.

Março chega como quem chama pelo nome das mulheres

Março é o mês de todas as mulheres, cada uma com suas histórias, desafios e conquistas.

Março é o mês da mulher que acorda antes do sol, não porque quer, mas porque precisa.

É o mês da mulher que prepara o pequeno-almoço com uma mão e organiza a agenda mental com a outra.

Da mulher que beija o filho à porta de casa ou da creche, da escola, ou do jardim, engole a saudade, ajeita o coração — e segue.

Ser mulher em dupla jornada é viver entre relógios que nunca param.

É ser mãe com o corpo cansado e o amor inteiro.

É ser profissional com a cabeça cheia e a coragem firme.

É aprender a dividir-se sem nunca se partir.

Essa mulher carrega culpas que ninguém vê: por sair cedo demais, por chegar tarde demais, por nunca achar que fez o suficiente.

Mas carrega também uma força que ninguém ensina.

Uma força que nasce no colo, cresce no trabalho e floresce na persistência.

Ela aprende a transformar cansaço em disciplina.

Medo em estratégia.

Sonhos em metas possíveis.

Ela não pede licença para existir em todos os seus papéis — ela existe, apesar de tudo.

Março é para ela.

Para a mulher que chora no silêncio e sorri em público.

Que educa, lidera, cuida, decide.

Que falha, recomeça e segue. Sempre segue.

Celebrar março não é só falar de flores.

É falar de persistência.

De dignidade.

De mulheres reais, inteiras, imperfeitas e extraordinárias.

A ti, mulher-mãe-profissional: que este mês te lembre que não és fraca por te cansares, que não és egoísta por sonhares, e que não és menos mãe por seres mais mulher.
Março passa.

Mas a tua força fica.

De uma Mulher, Mãe e Profissional para Ti que também neste mês celebras esta dadiva.

Por Vandira Brito

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Vandira Brito

Vandira Brito

"Cientista Social e Político, apaixonada pela compreensão dos fenómenos que moldam a nossa convivência, os nossos desafios e as nossas esperanças enquanto sociedade. Acredito profundamente que cada realidade social carrega histórias, forças e oportunidades que, quando bem compreendidas, podem inspirar mudanças transformadoras. A minha missão é analisar com sensibilidade e pensamento crítico os caminhos que percorremos enquanto comunidade — questionando, propondo e criando soluções que coloquem as pessoas no centro do desenvolvimento. Procuro unir razão e empatia, ciência e experiência de vida, porque acredito que compreender o mundo é o primeiro passo para o transformar. O meu compromisso é continuar a aprender, a escutar e a contribuir para uma sociedade mais justa, inclusiva e humana."

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