
O silenciar das vítimas – Violência e abuso Sexual
O caso «Aurora», o debate público e a responsabilidade na proteção das crianças e dos adolescentes.

O caso «Aurora», o debate público e a responsabilidade na proteção das crianças e dos adolescentes.

No dia 9 de outubro, em Bruxelas, a União Europeia e Cabo Verde realizaram a 14.ª reunião ministerial da Parceria Especial. O ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Manuel Amante da Rosa, co-presidiu ao encontro com Paulo Rangel, ministro português de Estado e dos Negócios Estrangeiros, em representação da alta representante da União Europeia, Kaja Kallas.

No início do ano letivo, numa das várias reuniões com professores, instituições ou terapeutas, cruzei-me com a mãe de uma criança com necessidades especiais. Uma semana depois, estava eu numa papelaria quando ela me abordou. Ficámos quase uma hora a conversar sobre os nossos filhos e as nossas vidas.

Há três anos iniciei um projeto de cariz social à qual dei o nome de “Plantando sementes – hoje uma semente, amanhã uma floresta”, em que angario fundos para compra de manuais escolares a serem entregues a diversas instituições que trabalham com famílias cabo-verdianas e que a seu jeito tentam minimizar as dificuldades que estas enfrentam.

Há uma realidade em Santo Antão que, na minha opinião, já não podemos continuar a ignorar: os nossos jovens estão a partir.
Partem para São Vicente, Sal, Boa Vista, para outras ilhas e para a diáspora, à procura de trabalho, formação e oportunidades que sentem não encontrar na sua própria terra.

Desde que cheguei a Cabo Verde e durante a minha passagem pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, tenho repetido que a cultura ainda não tem o devido valor no seio governamental nem na esfera privada, porque o país carece de pessoas com opinião formada sobre esta área.

Da Erin ao Gonzalo, a chuva que salva colheitas também destrói cidades.

Tenho acompanhado esta situação que envolve um emigrante guineense que sofreu um roubo com recurso a violência na cidade da Praia. Para além da questão do indivíduo que acabou por levar um tiro na perna (a quem envio os votos de rápidas melhoras), existe também uma outra vertente preocupante: tudo o que aconteceu à volta do próprio caso. Por ser algo complexo, vamos por partes:

O combustível voltou a disparar. E, mais uma vez, o Estado entra em cena para impedir que o choque chegue inteiro ao bolso das famílias.

Na última vez que estive em Bruxelas, percebi que uma parte importante do trabalho acontece antes de qualquer reunião: descobrir quem trata de cada assunto, bater à porta certa e conseguir explicar, em poucos minutos, por que razão um problema sentido numa ilha também deve preocupar a Europa. É preciso saber ao que se vai e levar propostas que façam sentido para quem vive na Madeira.

Site agregador de notícias e conteúdos próprios e de parceiros, com enfoque em Cabo Verde e na Diáspora, que quer contribuir para uma maior proximidade entre os cabo-verdianos.
+238 357 69 35
geral@balai.cv / comercial@balai.cv / editorial@balai.cv



